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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

IX ENCONTRO NACIONAL DO MOVIMENTO DA LUTA ANTIMANICOMIAL




       MOVIMENTO NACIONAL DA LUTA ANTIMANICOMIAL

X ENCONTRO NACIONAL DE USUÁRIOS E FAMILIARES DO MOVIMENTO DA LUTA ANTIMANICOMIAL
IX ENCONTRO NACIONAL   DO MOVIMENTO DA LUTA ANTIMANICOMIAL
Tema: A LUTA ANTIMANICOMIAL E A INTERSETORIALIDADE
NO CONTEXTO DO SUS
Angra dos Reis - RJ
23 a 27 de novembro de 2011
HOTEL SERENAR-ANGRA DOS REIS/RJ

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Somos contra a Privatização do Água Funda

Dignidade a saúde mental


Somos contra a Privatização do Água Funda



Somos trabalhadores do CAISM da Água funda, somos trabalhadores do SUS, da saúde mental e há anos lutamos para efetivar as conquistas da reforma sanitária e da reforma psiquiátrica. Falamos também por milhares de usuários que já atendemos e por toda uma história de respeito à dignidade da pessoa em sofrimento psíquico. Falamos também pelos movimentos sociais e por todos que defendem os direitos humanos e são contra políticas de higienização social como a internação compulsória.

Aqui neste Centro de Saúde Mental – CAISM da Água Funda – Dr. David Capistrano da Costa Filho, o melhor do Brasil avaliado pelo Ministério da Saúde, esta em vias de acontecer um grande ataque à saúde das pessoas, ao serviço e a política de saúde mental, aos trabalhadores e aos usuários do SUS.

Articulado pelo defensor do “manicômio álcool e drogas” Ronaldo Laranjeira e pelo “privatizador” Alckmin estão acontecendo a “venda” do CAISM Água Funda através da privatização via o modelo de Organização Social (OS) para administração de Laranjeira e sua entidade. Vão transformar um Centro de excelência em saúde mental em um centro de internação álcool e drogas para atender as demandas de “higienização social” absurda que se quer promover com a chegada dos grandes eventos. Vão acabar com serviços e dizer que estão criando serviços

Somos contra a qualquer forma de privatização, mas o grande absurdo é que eles vão acabar com um serviço de excelência de saúde mental que segue estritamente a política da reforma psiquiátrica da Lei Paulo Delgado, com serviços como CAPS, 30 pacientes em residência terapêutica que vão ser “jogados” em qualquer lugar, um programa que é o único serviço do estado que atende comorbidade em saúde mental e dependência química, com profissionais qualificados e com atendimento inteiramente humanizado dialogando com as diversas redes do território.

Somos contra a mercantilização da saúde

Somos contra a Privatização do Água Funda

Somos contra o “despejo” e a desassistência em saúde promovida por esta política

Os trabalhadores e usuários estão indignados e assim como os diversos movimentos internacionais, dos indignados da Espanha, dos estudantes do Chile, do ocupe Walt Street dos Estados Unidos, nós vamos lutar pelo que acreditamos, pelo nosso trabalho e pela nossa história. Fazendo a luta política, jurídica e principalmente fazendo a luta nas ruas.

Em defesa da reforma sanitária e da reforma psiquiátrica:Comissão de mobilização em defesa do Água Funda



quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Adesão a Carta da Frente Estadual Antimanicomial – São Paulo

Carta me enviada por Leonardo Pinho.

Olas,

Ajude-nos na divulgação de nossa Carta e faça a adesão de sua organização, movimento, coletivo e entidade. Ajude a Fortalecer a Luta pela Reforma Psiquiátrica Antimanicomial e o Sistema Único de Saúde. Contra os retrocessos que estamos vivendo no Estado de São Paulo.

Adesão a Carta da Frente Estadual Antimanicomial – São Paulo

Nós da “Frente Estadual Antimanicomial – São Paulo” nos propomos a congregar e acolher os diversos movimentos e entidades do campo da saúde, saúde mental, e outras áreas. Reafirmamos os compromissos e propostas da “Carta de Bauru” (Bauru, 1987), do “Relatório Final da IV Conferência Nacional de Saúde Mental – Intersetorial” (Brasil, 2011), “Carta de Carapicuíba” (Carapicuíba, 2011), “Carta de Santos” (Santos, 2011) e da  “Carta de Serra Negra” (Serra Negra, 2011).
Propomos avançar na Reforma Sanitária e na Reforma Psiquiátrica Antimanicomial no Estado, defendendo o direito à saúde a partir dos princípios do SUS, discutindo e apresentando proposições e ações frente aos desafios da atualidade.
Os movimentos de Reforma Psiquiátrica, Reforma Sanitária e Luta Antimanicomial, como muitos outros Movimentos Sociais, marcaram o século XX e início do XXI com propostas de construção de uma sociedade democrática, com a garantia de direitos sociais e transformação da atenção pública em saúde e saúde mental no Brasil.
Atualmente, encontram-se em implementação no território brasileiro redes de serviços substitutivos de atenção em saúde mental e diversas iniciativas intersetoriais nos campos do trabalho e da cultura. E, certamente, uma das principais conquistas da Reforma Psiquiátrica Antimanicomial tem sido a de afirmar, garantir e restituir os direitos dos usuários, dos familiares e da comunidade, buscando garantir seu protagonismo e a participação popular.
O Relatório Final da “IV Conferência Nacional de Saúde Mental Intersetorial”, realizada em julho de 2010, após 359 conferências municipais e 205 regionais, com a participação de cerca de 1200 municípios e aproximadamente 46.000 pessoas, reafirma os princípios e diretrizes da Reforma Psiquiátrica Antimanicomial. Apresenta um conjunto significativo de propostas para enfrentar os desafios atuais, trazer avanços à Política Nacional de Saúde Mental e às  articulações intersetoriais e, do mesmo modo, contribuir para o fortalecimento de políticas sociais, tais como: direitos humanos, assistência social, habitação, educação, cultura, trabalho e economia solidária.
O Governo do Estado de São Paulo marcou seu retrocesso ao se recusar a participar da “IV Conferência Nacional de Saúde Mental Intersetorial”. No entanto, movimentos sociais associados ao Conselho Estadual de Saúde fizeram frente a essa omissão autoritária e conseguiram organizar a “Plenária Estadual de Saúde Mental Intersetorial”, realizada em São Bernardo do Campo.
Esse posicionamento do Governo do Estado de São Paulo evidencia uma oposição à Reforma Psiquiátrica Antimanicomial e o descaso com princípios do Sistema Único de Saúde, o Controle Social e a participação popular.   Isto evidencia o investimento de ações e serviços distantes dos princípios da Reforma Sanitária e Psiquiátrica Antimanicomial: Unidade Experimental de Saúde, Comunidades Terapêuticas, Ambulatórios Médicos de Especialidades – AME Psiquiatria. Destacamos que o governo desse estado vem transferindo sua responsabilidade de gestão e oferta de serviços SUS para terceiros como as Organizações Sociais, colocando interesses privados acima dos públicos.
Defendemos a extinção definitiva de toda e qualquer forma de internação de cidadãos com sofrimento psíquico em hospitais psiquiátricos ou em quaisquer outros estabelecimentos de regime fechado, como uma das formas de enfrentar o estigma e a segregação das pessoas em sofrimento psíquico e primar pela garantia dos direitos humanos.
Consideramos as seguintes prioridades para o avanço da Reforma Sanitária e da Reforma Psiquiátrica Antimanicomial:
  • Que o usuário de serviço de saúde mental não seja reduzido a um diagnóstico, devendo ser considerado como sujeito de direitos;
  • O reconhecimento do protagonismo de usuários e familiares para a construção de políticas públicas de saúde mental e intersetoriais;
  • A garantia do direito à saúde por meio de ações intersetoriais que visem à integralidade da atenção, com horizontalidade nas relações profissionais, a partir de equipes e serviços interdisciplinares;
  • Implementar, ampliar e fortalecer as redes territoriais de atenção à saúde mental com diversos serviços substitutivos, estreitando relações com importantes frentes de luta e cuidado: direitos humanos, assistência social, educação, moradia, trabalho e economia solidária;
  • Entender e considerar a política de atenção a usuários de álcool e outras drogas como parte integrante das ações em saúde mental devendo respeitar os mesmos princípios da Reforma Psiquiátrica Antimanicomial, em que a centralidade está na construção de projetos terapêuticos singulares;
  • Fechamento de todos os leitos de Hospitais Psiquiátricos, destinando seus recursos de acordo com a Portaria 106/2000 e garantindo a criação da rede substitutiva;
  • Extinção de toda e qualquer forma de internação de cidadãos em sofrimento psíquico em hospitais psiquiátricos, comunidades terapêuticas, manicômios judiciários e em quaisquer outros estabelecimentos de regime fechado;
  • Criação de leitos em hospitais gerais previstos na Lei 10.216;
  • O fechamento imediato da Unidade Experimental de Saúde, considerando essa como uma afronta aos Direitos Humanos, à Reforma Sanitária e à Reforma Psiquiátrica Antimanicomial;
  • Retirar os investimentos públicos de Comunidades Terapêuticas, entendendo que estas se apresentam como equipamentos contrários à Reforma Psiquiátrica Antimanicomial, representando a volta dos manicômios e da assistência baseada na exclusão social;
  • Ampliar os investimentos na implementação de redes de atenção comunitária à saúde mental;
  • Garantir que todos os moradores mapeados pelo “Censo Psicossocial dos Moradores em Hospitais Psiquiátricos do Estado de São Paulo”, sejam desinternados e desinstitucionalizados, e, quando necessário, possam morar em residências terapêuticas;
  • Implementar Casas de Acolhimento Transitório e moradias solidárias vinculadas às redes de saúde mental, contemplando também a população em situação de rua;
  • Implementar, ampliar e fortalecer ações intersetoriais para garantir  os direitos sociais para a população em situação de rua;
  • Garantir a efetivação dos consultórios de rua e o fortalecimento das políticas de Redução de Danos;
  • Garantir a eliminação da dupla porta no SUS;
  • Revogação a Lei Estadual 1131/2010 que permite ao Estado vender 25% das vagas de serviços SUS para os Planos de Saúde Privados e particulares, cerceando os direitos dos usuários do SUS e atacando diretamente os princípios do SUS;
  • Respeitar e fortalecer os espaços e instâncias de controle social (Conselhos, Conselhos Gestores, Conferências) como espaços de proposição, fiscalização e acompanhamento das políticas de saúde e de saúde mental em suas áreas de abrangência.
 Em defesa do SUS, Por uma Reforma Psiquiátrica Antimanicomial, por uma Sociedade sem Manicômios!

Documentário sobre luta antimanicomial será lançado hoje na OAB


     Por ocasião dos debates em torno do Dia da Saúde Mental, transcorrido no último dia 10 de outubro, o cineasta, psicólogo, bacharel em Direito e mestre em Filosofia Júlio Oliveira Nascimento lançará nesta sexta-feira, 14, em Belém, sua mais nova produção: o documentário "As Cores da Utopia". A premiére será realizada no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (Seção Pará), às 16 horas, encerrando oito anos de dedicação ao projeto.  A entrada é franca.
A obra conta a história do artista plástico baiano Reginaldo Bonfim, soteropolitano que chegou a participar de programas de televisão, como o Chacrinha, mas, submetido a condições desumanas em São Paulo e no Rio de Janeiro, foi tomado pela esquizofrenia. O ponto de partida do filme é o questionamento sobre "o que é normalidade"? Com 80 minutos de duração, a produção independente é o primeiro longa-metragem de Júlio e sugere que a loucura envolve comportamentos mais profundos do que aqueles estereotipados pela psiquiatria arcaica.
"O filme também discute a questão da saúde mental e a importância da luta antimanicomial", afirma o cineasta, que veio a Belém lançar o filme com o apoio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), através da Coordenação Estadual de Saúde Mental. O filme já foi lançado oficiamente em Goiania, terra natal de Júlio Nascimento, junto com o site http://www.ascoresdautopia.com/
Serviço: Lançamento do filme "As Cores da Utopia", de Júlio Nascimento
Data: 14/10/2011 (sexta-feira)
Local: Praça Barão do Rio Branco, 93 - Campina, esquina com travessa Gama Abreu
Horário: 16h
Entrada franca
Mozart Lira - Ascom/Sespa

sábado, 20 de agosto de 2011

Seminário Nacional sobre Drogas, por ANDRÉA ROMANHOLI


Pessoal,
como devem saber, a Câmara dos Deputados constituiu a Comissão Especial de Políticas Públicas de Combate às Drogas (CEDROGAS), presidida pelo Deputado Reginaldo Lopes (PT/MG) e cujo relator é o Deputado Givaldo Carimbão (PSB/AL) com objetivo de promover estudos e a propor políticas públicas e projetos de lei destinados a combater e prevenir os efeitos do crack e de outras drogas ilícitas.
 Esta comissão tem promovido debates e seminários em todos os estados e promoverá um Seminário Nacional sobre Drogas em 01 e 02 de setembro de 2011, na Câmara, devendo sair deste um relatório final e/ou ´proposições de legislação e ações.

As discussões seguem os eixos:
1) Política pública de prevenção; 2) política pública de tratamento e acolhimento; 3) política pública de reinserção social; 4) política pública de repressão ao tráfico; 5) legislação e lei anti-drogas.


Fui ao seminário em Vitória e fiquei preocupada pelo que me pareceu ser a proposta a ser encaminhada: propostas de financiamentos de comunidades terapêuticas e desqualificação dos CAPS.
 
Nossa posição/proposta é de: apoio aos serviços de atenção psicossocial e incentivo e financiamento para os CAPS, as Casas de Acolhimento Transitório, Leitos em Hospital Geral e  capacitação das equipes da atenção básica.
Concluiu dizendo que a saída é o "investimento nas filantrópicas,  nas comunidades terapêuticas" que "apresentam respostas muitos boas"! Depois de anunciar, feliz, que contou com a participação do Laranjeiras num dos seminários do nordeste, falou tb que tem conversado com a presidente e com o Ministro sobre isso, e tb esteve com o  Coordenador Nacional de Saúde Mental que, segundo ele "está muito equivocado" na sua posição de defender os CAPS e a reforma, etc.!!!
Propostas ligadas à internação compulsória tb serão levadas para este seminário, como já anunciou o nosso  horrível deputado estadual que foi o mais votado no ES.
Acho importante nos manifestarmos frente aos deputados federais colocando nossa posição e conquistando a defesa do SUS, da reforma, da atenção psicossocial e da luta antimanicomial.

O folder do seminário nacional segue anexo e segue, também, o endereço do site da câmara sobre drogas e para onde podemos/devemos enviar opiniões etc.  Os textos lá estão bons, mas com esta posição do relator...
Andréa Romanholi


        MESA DE ABERTURA

 09:00 – 10:30


Deputado Marco Maia, Presidente da Câmara dos Deputados;
*Sr. Alexandre Padilha, Ministro da Saúde;
*Srª Gleisi Hoffmann, Ministra da Casa Civil;

*Sr. José Eduardo Cardozo, Ministro de Estado da Justiça;

*Srª Tereza Campello, Ministra do  Desenvolvimento Social e Combate à Fome;
Deputado Reginaldo Lopes, Presidente da Comissão Especial de Políticas Públicas de Combate às Drogas;
Deputado Givaldo Carimbão, Relator da Comissão Especial de Políticas Públicas de Combate às Drogas.

MESA 1 – POLÍTICA NACIONAL SOBRE DROGAS
 10:30 – 12:00
Dr. Vladimir Stempliuk, Diretor de Projetos Estratégicos e Assuntos Internacionais da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça;

Srª Rita Cavalcante Lima, Doutora em Serviço Social pela UFRJ; especialista em saúde mental pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/FIOCRUZ);
Sr. José Carlos Rosa Pires de Souza, Pós-doutorado - Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa-Portugal;,



Dr. Marcos Estevão dos Santos Moura, Médico Psiquiatra, Psicoterapeuta e Hipniatra;
Dr. Deusimar Wanderley Guedes, Presidente da Comissão de Políticas Contra as Drogas da OAB/PB.

COORDENADOR: Deputado  REGINALDO LOPES

MESA 2 – TRATAMENTO E REINSERÇÃO SOCIAL
 13:00 – 14:20

Dr. Júlio Adiala - Doutor pela Fiocruz

Pe. Haroldo Rahm, Presidente da Federação Brasileira de Comunidades Terapêuticas;

Representante do Ministério da Saúde.


COORDENADOR: Deputado GIVALDO CARIMBÃO

MESA 3 - ENFRENTAMENTO AO CRACK – ARTICULAÇÃO DE AÇÕES 14:30 – 15:50

Senadora Gleisi Hoffmann, Ministra Chefe da Casa Civil.

Dr. José Luiz Raton, Professor de sociologia do Departamento de sociologia da UFPE;
Sr. Bruno Porto, Engenheiro Aeroespacial, e representante do debate virtual na Comunidade Política sobre Drogas do Portal e-Democracia.
COORDENADORA: Deputada ROSANE FERREIRA




MESA 4  - REDUÇÃO DA OFERTA DE DROGAS E CONTROLE DE FRONTEIRAS
16:00 – 17:20

*Representante do Ministério da Justiça do Programa de Ações Integradas

 Coronel Gustavo Luiz Sodré de Almeida, Representante do Ministério da Defesa – Política de Fronteiras;

Representante da Associação dos Comandantes da Polícia Militar

Dr. Edmundo Dias de Oliveira Filho, Delegado-Geral da Polícia Civil do Estado de Goiás e Presidente do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil.


COORDENADOR: Deputado JOÃO CAMPOS


* Convidados á confirmar.