ZUZU FONTES

PLUS SIZE MODEL

domingo, 29 de julho de 2007

Desculpe a minha loucura....pois metade de mim é amor e a outra metade também...DRUMMOND


Artur bispo do rosário, com o "manto da apresentação" ,na foto







Meu pai esteve na segunda grande guerra mundial.
Ele me ensinou muitas coisas, e algo precioso
-NA GUERRA, TEMOS QUE DAR UM PASSO A TRÁS PRA DAR DOIS A FRENTE.
Sábio o sr Fontes.







"o idiota ou Os Idiotas??
Conta-se que numa pequena cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado de pouca inteligência, que vivia de pequenos biscates e esmolas. Diariamente eles chamavam o bobo ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas - uma grande, de 400 réis, e outra menor, de 2000 réis. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.
Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.
"Eu sei" - respondeu o "idiota" - "ela vale 5 vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda."

PESSOAS SAO RECICLAVEIS.



POEMANDO com zuzu fontes


NENHUMA PESSOA É DESCARTÁVEL.
ninguém é descartavel;
Nenhuma.
NINGUEM.

sábado, 28 de julho de 2007

Lindinha, pero...

Tenta sim. Vai ficar lindo.”*


Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.
- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
- Cavada mesmo.
- Amanhã, às... Deixa eu ver...13h?
- Ok. Marcado.
Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas.

Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.

Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
- É... é, isso.

Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro.

Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).

- Pode abrir as pernas.

- Assim?

-Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.

- Arreganhada, né?



Ela riu. Que situação...

E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar. Foi rápido e fatal.

Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar.

Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar

para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural.

Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.

- Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha". Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.

O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.

- Quer que tire dos lábios?

- Não, eu quero só virilha, bigode não.

- Não, querida, os lábios dela aqui ó.

- Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia.

Mas topei. *Quem está na maca tem que se fuder mesmo*.

- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.

Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.

- Olha, tá ficando linda essa depilação.

- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.

Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas.

Estavam bem perto dali.Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo.

-"Me leva daqui, Deus, me teletransporta".

Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.

- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?

- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.

Estava enganada.Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.

- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.

Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.

- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.

Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. *Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê.*

Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la.

Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
- Tudo bem, Pê?
- Sim... sonhei de novo com o c* de uma cliente.

Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação.

Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá?

Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora.

Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.

- Vira agora do outro lado.
Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha.
E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão?

Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.

- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda...
-Baixa a calcinha, por favor.

Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho?

Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao c*. O que seria baixar a calcinha?

E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.
Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança...

*Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso.*
* Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. *
*Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. *
*Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada...

terça-feira, 24 de julho de 2007

Descobertas

"Descobrimos as vezes, quase sempre tarde, que nossa família é composta de quem nos ama, não por quem nós amamos."

sábado, 21 de julho de 2007

BIPOLARIDADE.


O INCOVENIENTE DA BIPOLARIDADE É QUE ELA NAO TEVE IDADE PRA VIR.
MAS TO CONTANDO PRIMAVERAS PRA ELA SE IR.AH, SE TO!

VOO OU NAO VOO?


Dia de nada, véspera de menos ainda.
Pais do Pânico :-Voo ou não voo ?
to voando não...
Aos meus amigos queridos: trem,viaçao itapemirim,bicicleta,bmdabliu,carroça,lombo de jegue,cipó,navio.Meus avós nunca relamaram...

Parati,casa do Ze paulo e Isabel.otimos anfitrioes,pessoas maravilhindas! S e voce passar por la,o Zé tem um restaurante-REFUGIO! confira.


O restaurante do Zé Paulo, REFUGIO, é o melhor restaurante de Paraty.Frequentado inclusive pelo principe Joaozinho e sua mae, Maria Teresa.Ao lado tem uma boutique lindinha chamada ILHA FLORIDA .Confira!

sexta-feira, 20 de julho de 2007

O CORONEL MORREU !


o coronel morreu
viva o coronel
tardou a malvadeza
e nem sei se foi pro céu.
o coronel morreu
levou a chave do pelô
agora la na bahia
quem manda é Dodo...
o coronel morreu?
viva o coronel!

Baleias, ah, as baleias....

SE MEU CORPO NÃO CABE NA SUA MENTE, TALVEZ ELA ESTEJA PEQUENA DEMAIS...

Sim, engordei...
Não , não foi porque quis...
Sim, uma lipo resolve...
Não, quando nova era mais magra ...
Sim,meu rosto e "tão lindo"...
Não, não quero morrer com o mesmo corpinho com que nasci...
Sim,sua cabeça e tão pequena quanto o seu pensamento fútil

terça-feira, 17 de julho de 2007

um dia NAO

Ontem foi um dia NAO na minha vida. Dias SIM são os dias comuns, em que tudo e normal e a bipolaridade não vem....Ontem foi um dia muito, muito ruim.
Estou para receber uma pensão da marinha do meu pai que era ex-combatente e sou bipolar.
Perdi muitas cosas materiais, por causa de uma internação e não estou conseguindo me virar com meu atual padrão de vida. Não consigo remédios, tratamento e análise, que sempre fiz regularmente e com eficácia;então só pioro.
Bordo bolsas e amigas vendem pra mim, mas não e o suficiente. Até pq faço isso a conta gotas, como terapia ocupacional.
Ontem fui resolver na justiça federal o meu processo .Foi um inferno. a diretora de lá disse que o processo deveria estar lá e não estava, havia ido passear no INSS por engano. Minha irmã -E-ex curadora-contratou uma advogada que ninguém conhece lá .Fui a OAB procurar o telefone da bençao da advogada e descobri que ela e de campos, e não tem endereço nem telefone constando lá. Procurei saber do advogado que co-assinou, e esta acidentado de cama, imobilizado.
Fui a promotora pedir auxilio, ela me recomendou um advogado, que não pode pegar o processo, porque a tal poliana tem endereço ignorado.Fui na vara de orfaos esucessoes e meu pagamento esta bloqueado pelo INSS pq minha curadora negligenciou no prazo de renovação da curatela provisoria. Estou sem salário por 2 meses.
Nao sei o que dizer aos que devo. Bipolares tem fama de fazer dividas, mas nao é o meu caso.
Tenho dividas pequenas,20 reais aqui, 40 ali, farmácia, contas de luz, telefone. Mas me sinto a pior das pessoas, pq estou envolvida neste balaio de gatos e não posso sair disso agora.Odeio pegar dinheiro empretado, não acho isso legal.
voltei chorandoi muito e calada.pensei em fazer uma loucura.amanha será melhor.Sera?

quarta-feira, 11 de julho de 2007

PRAZER EM CONHECER,SOU A TAL...

cadeira de chicõ golveia.
zuzu, prazer. senta ai.
tive muitos dissabores ultimamente. mais do vc queira.mais do que jamais sonharia.pesadelo talvez.nao me recuperei ainda.ainda sou nova, posso recuperar o tempo perdido e viver os planos que DEUS sonhou pra mim.
nao tenho familia. minha familia me abandonou . tenho um namorado tao carinhoso quanto rude.
por hoje é só.
volte, tá?


corriqueiras coisas

para vc que nunca leu nenhuma poesia minha.hoje deixo uma.

Chove

O transito é mais lento
A noite é mais lenta
A vida é mais lenta
A vendedora é mais lerda
Os pensamentos, de vagar.
O cão preguiça pura
Eu poesia pura.
Chove.
Os dias são menores
As noites, maiores.
Boêmios ficam em casa
Lareiras e fogões a lenha
Mulheres ficam prenhas
Por que
Chove
Vontade de nada fazer
Deixa-me o show ver.
Chove chuva, deixa chover!
Dias de nada: é lazer

quarta-feira, 4 de julho de 2007

ZUZU FONTES a iluminada

"Nao sei se toda regra e excessao. So sei que toda regra e excreçao."
do livro poemando de zuzu fontes.


Fiz este blog pra voce ter noticias de mim. Voce de longe, porque os de perto chegados sao. Os de longe bem vindos serao. Usufrua da minha amizade virtual , tao longinqua quanto afavel, generosa como minha adiposidade.
Hoje, sao 05 de julho de 07.
Bem vindo a minha simple life.