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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

PASSIONAL


O crime passional

A TV nos inverte , enterte e envolve, sedutora máquina de fazer doidos.
Ficamos na última semana num hospício no interior de são Paulo, condenados pela mídia (oh, mídia cruel!) pelo caso de Lindenberg e Eloá. Mídia cruel, pesadelo cruel, policia cruel. Crimino réu.
Criminoso réu?
Somos todos Eloá e Lindenbergs, nesta vida.
Todos somos vitimados de loucuras passionais de sentimentos amorosos, desastrados ou não, com desfechos trágicos –lamentavelmente- ou não!Que coisa... Porque temos cometidos loucuras de amor?
Você gasta muito com um presente para ela?Quem disse que não é louco? Quem não diria?
Mas, pra você não é... Não é mesmo? Você se endivida num salão de beleza, pra um final de semana apenas e parcela em duas ou três vezes, somente pra ele? Quem disse que não é loucura!
Vamos lá: quem nunca fez loucuras de amor?Quem nunca fez um escândalo por ciúmes?
Quem nunca tomou porres noites afora?Quem nunca passou um trote, querendo saber notícias, ouvir uma voz?Quem nunca disse - Você é só minha você é só meu?Quem nunca ouviu:- se você me trair eu te mato... Mas, a linha de nossas palavras está bem rente a realidade. Cuidado com o que você diz: O diabo pode induzi-lo á isso.
Que sentimento absurdo nos leva a crê que somos donos uns dos outros?
Somente o AMOR.
Não será vítima de tudo isso não, o rapaz, o coitado?Não era réu do time do são Paulo, a ponto de divulgar o clube do coração nesta parafernália que ele próprio inventou?Não queria ele os 15 minutos de sucesso a que Andy Warhol nos sentenciou? Pois teve seis dias, uma semana! E terá muito, muito mais, não tenham dúvidas. Culpado por amar demais? Desiludido e louco de um amor algoz?
A televisão ligada em tempo integral em todos os canais: maior audiência que um big brother, ele teve! Ilustre, o desconhecido. E, o ego, vai além da loucura?Penso que ele só se inflou por estar na TV com sua amada, “dono” de uma situação que lhe foi dada por uma polícia lerda e por uma mídia de urubus. Dono da área ficou sem o amor, criminoso, e solitário. Pobre moça. Que morreu de um amor inconseqüente. Ele repetiu diversas vezes que queria conversar, apenas... Mas, porque não deram a garantia devida a ela? A garantia de vida! A policia deve isso à família da moça e veremos nos próximos capítulos além da tristeza fundamentada familiar - poderia ser a sua ou a minha família, a dele ou a dela. A mídia “orubulenta” nos presenteará com mais informações
Lindenberg irá pagar, indo a júri popular, já está segregado.
Quem não se lembra do Doca Street?Quem não tem algo de Leila Diniz, me diz?O que faz o outro pensar que você é unicamente dele, a não ser a sua presença constante ali, por anos, e repetindo isso:
Sou seu, sou sua!De quem e essa perninha, esse coração, esse olhinho?Morrer por não amar, morrer por amar demais.
Quem disse que ele sobreviverá a essa exclusão, acostumado a ser tão comum, vida comum, lugar comum, vida besta, né, Drummond?
Dois funerais e um amor triste. Vida besta, a nossa, que morremos por amar. Morremos de ciúmes. Morremos por matar.