ZUZU FONTES

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domingo, 19 de julho de 2009

CHIFRES


Tomei um dois, três, quatro, mas não me sinto a vontade com eles definitivamente,não me caem bem.Tentei me equilibrar usando-os alguns, o primeiros, coloquei na caixinha e depois, vi que tinha que arrumar um baú.
Não me incomoda o que os outros pensam, o que tão falando na aldeia global, ou na real, mas, desconfortável, né?Esse treco é pesado, e vai me acompanhando vida afora.Não dá pra adorná los,disfarça-los e sempre vem á tona quando desavenças acontecem...E lá vem ele, o chifre, me pesando à cabeça... aí, desabafo fora de hora com quem me trouxe e me desaba a cabeça pra dizer a verdade eu não estava com a cabeça no lugar pra guardar tantos pares, sabe?
Nem a Imelda Marcos, conseguiria espaço, junto de seus poucos sapatos.o que fazer?Vida cruel.
Minha mãe sempre me disse pela vida toda isso:
- Minha filha, cuidado porque homem tem pirú e pirú não tem juízo.

Então tá, se eles não tem eu tenho que ter, né?
Não gosto de chifres e não dou-os de presente a ninguém até tentei ver se até colocava um, tempos atrás mas não vingou e fiquei feliz por isso e muito aliviada também.É um adorno moral deselegante e anti-ético, você não passa em qualquer lugar e não sai de cabeça erguida porque lhe pesam a alma. Outro dia uma amiga recebeu também e colocou outro...mas a culpa pesava mais que o chifre e não sei o que foi feito dela...e se uma mulher "direita" colocou um chifre, não foi por gosto ou tesão, foi por raiva.Pois, todos nós temos...é,.. todos nós... mas conviver com eles e constantemente tem sido complicadinho pra minha já baixa auto-estima.Ninguém merece, vamos combinar...Então, o que fazer com eles?
Peguei o baú esburrante já bastante pesado e com todos os chifres dentro fui passeando pelos meus costumes morais, rodopiei a baiana e disse:
- CHEEEEEEEEEEEEEEEEGAAAAAAAAAAAA!


E fui dormir...
Não digo que foi fácil, que não precisei de rivotril, de ansiolíticos, de me meter em salas de bate-papo, que querer andar por outras freguesias, e tudo isso ao mesmo tempo.
Peguei meu espelho interior, e apesar de eu estar caidinha, acho eu e há controvérsias, tem uma pessoa me amando muito mais que ele , o ex-bem-mal-amado: eu, euzinha, defeituosinha e lindinha, complicada e perfeitinha, talentosísssima, thucthuca, inteligentérrrrrrrrima, amiga , descoladézima , e com vários quilos a menos.
Afinal estes pares que ganhei pesavam muito na minha cabeça....