ZUZU FONTES

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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

ABRE ALAS


(Chiquinha Gonzaga, 1899)



Ó abre alas que eu quero passar

Ó abre alas que eu quero passar

Eu sou da lira não posso negar

Eu sou da lira não posso negar



Ó abre alas que eu quero passar

Ó abre alas que eu quero passar

Rosa de ouro é que vai ganhar

Rosa de ouro é que vai ganhar



ALLAH-LÁ-Ô

(Haroldo Lobo-Nássara, 1940)



Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô



Mas que calor, ô ô ô ô ô ô

Atravessamos o deserto do Saara

O sol estava quente

Queimou a nossa cara



Viemos do Egito

E muitas vezes

Nós tivemos que rezar

Allah! allah! allah, meu bom allah!

Mande água pra ioiô

Mande água pra iaiá

Allah! meu bom allah



APAGA A VELA

(Braguinha, 1941)



Bela, bela

Já não posso resistir

Apaga a vela, ó bela

Apaga que eu quero dormir



Apaga também os teus olhos

Teus olhos enormes de brilho azulado

Não passes a noite falando

Que eu ando com o sonho atrasado



AURORA

(Mário Lago-Roberto Roberti, 1940)



Se você fosse sincera

Ô ô ô ô Aurora

Veja só que bom que era

Ô ô ô ô Aurora



Um lindo apartamento

Com porteiro e elevador

E ar refrigerado

Para os dias de calor

Madame antes do nome

Você teria agora

Ô ô ô ô Aurora



BALANCÊ

(Braguinha-Alberto Ribeiro, 1936)



Ô balancê balancê

Quero dançar com você

Entra na roda morena pra ver

Ô balancê balancê



Quando por mim você passa

Fingindo que não me vê

Meu coração quase se despedaça

No balancê balancê



Você foi minha cartilha

Você foi meu ABC

E por isso eu sou a maior maravilha

No balancê balancê



Eu levo a vida pensando

Pensando só em você

E o tempo passa e eu vou me acabando

No balancê balancê



BANDEIRA BRANCA

(Max Nunes-Laércio Alves, 1969)



Bandeira branca amor

Não posso mais

Pela saudade que me invade

Eu peço paz



Saudade mal de amor de amor

saudade dor que dói demais

Vem meu amor

Bandeira branca eu peço paz



CABELEIRA DO ZEZÉ

(João Roberto Kelly-Roberto Faissal, 1963)



Olha a cabeleira do zezé

Será que ele é

Será que ele é



Será que ele é bossa nova

Será que ele é maomé

Parece que é transviado

Mas isso eu não sei se ele é



Corta o cabelo dele!

Corta o cabelo dele!



CACHAÇA

(Mirabeau Pinheiro-Lúcio de Castro-Heber Lobato, 1953)



Você pensa que cachaça é água

Cachaça não é água não

Cachaça vem do alambique

E água vem do ribeirão



Pode me faltar tudo na vida

Arroz feijão e pão

Pode me faltar manteiga

E tudo mais não faz falta não

Pode me faltar o amor

Há, há, há, há!

Isto até acho graça

Só não quero que me falte

A danada da cachaça



CAN CAN



Tem francesinha no salão

Tem francesinha no cordão

Ela é um sonho de mulher

Vem do folies bergères

Uh lá lá trés bien!

Maestro ataca o can can!



CHIK CHIK BUM

(Antônio Almeida, 1941)



Chik chik chik chik chik bum!

Chik chik chik chik chik bum!

Pare o bonde, pare o bonde

Que inda vai entrar mais um



Quando eu pego o bonde errado

Vou até o fim da linha

E pra desfarçar as mágoas

Vou tocando a campainha

Outro dia eu distraí

Passeando com meu bem

Peguei o estrada de ferro

Pensando que fosse um trem



CHIQUITA BACANA

(Braguinha-Alberto Ribeiro, 1949)



Chiquita bacana lá da Martinica

Se veste com uma casa de banana nanica



Não usa vestido, oi! não usa calção

Inverno pra ela é pleno verão

Existencialista com toda razão

Só faz o que manda o seu coração, ôi!



CHUVA SUOR E CERVEJA

(Caetano Veloso, 1971)



Não se perca de mim

Não se esqueça de mim

Não desapareça

A chuva tá caindo

E quando a chuva começa

Eu acabo de perder a cabeça

Não saia do meu lado

Segure o meu pierrô molhado

E vamos embolar

Ladeira abaixo

Acho que a chuva

Ajuda a gente a se ver

Venha veja deixa beija seja

O que Deus quiser



A gente se embala, se embola

Se enrola, só pára

Na porta da igreja

A gente se olha

Se beija, se molha

De chuva suor e cerveja



COLOMBINA IÊ IÊ IÊ

(João Roberto Kelly/David Nasser-1966)



Colombina onde vai você

Eu vou dançar o iê iê iê



A gangue só me chama de palhaço (é a mãe!)

Palhaço (é a mãe!)

Palhaço (é a mãe!)

E a minha colombina que é você

Só quer saber de iê iê iê



CIDADE MARAVILHOSA

(André Filho, 1934)



Cidade maravilhosa

Cheia de encantos mil

Cidade maravilhosa

Coração do meu Brasil

Cidade maravilhosa

Cheia de encantos mil

Cidade maravilhosa

Coração do meu Brasil



Berço do samba e das lindas canções

Que vivem n'alma da gente

És o altar dos nossos corações

Que cantam alegremente



Jardim florido de amor e saudade

Terra que a todos seduz

Que Deus te cubra de felicidade

Ninho de sonho e de luz



EVOCAÇÃO Nº 1

(Nelson Ferreira, 1956)



Felinto, Pedro Salgado, Guilherme, Fenelon

Cadê teus blocos famosos

Bloco das Flores, Andaluzas, Pirilampos, Apôs-Fum

Dos carnavais saudosos



Na alta madrugada

O coro entoava

Do bloco a marcha-regresso

E era o sucesso dos tempos ideais

Do velho Raul Moraes

Adeus adeus minha gente

Que já cantamos bastante

E Recife adormecia

Ficava a sonhar

Ao som da triste melodia



ÍNDIO QUER APITO

(Haroldo Lobo-Milton de Oliveira, 1960)



Ê ê ê ê ê índio quer apito

Se não der pau vai comer



Lá no bananal mulher de branco

Levou pra pra índio colar esquisito

Índio viu presente mais bonito

Eu não quer colar

Índio quer apito



A FILHA DA CHIQUITA BACANA

(Caetano Veloso, 1975)



Eu sou a filha

Da chiquita bacana

Nunca entro em cana

Porque sou família demais

Puxei à mamãe

Não caio em armadilha

E distribuo banana

Com os animais



Na minha ilha iê iê iê

Que maravilha iê iê iê

Eu transo todas

Sem perder o tom

E a quadrilha toda grita

Iê iê iê

Viva a filha da chiquita

Iê iê iê

Entrei pro women's liberation front



FLOR TROPICAL

(Ary Barroso -1950)



Foram lá fora buscar

Como atração singular

Dona Chiquita da Martinica

E a espanhola de xale e castanhola

Mas morena trigueira

Que tem diploma e cartaz

Pôs a Chiquita e a espanhola

No chinelo pra nunca mais



Ó morena moreninha

Flor do jardim tropical

És de direito e de fato

A rainha do meu carnaval



GRAU DEZ

(Lamartine Babo-Ary Barroso, 1935)



Yo te quiero

A vitória há de ser tua, tua, tua

Morenininha prosa

Lá no céu a própria lua, lua, lua

Não é mais formosa

Rainha da cabeça aos pés

Morena eu te dou grau dez!



O inglês diz "yes, my baby"

O alemão diz "iá, corração"

O Francês diz "bonjour, mon amour"

Très bien! Très bien! Très bien!



O argentino ao te ver tão bonita

Toca um tango e só diz "Milonguita"

O chinês diz que diz, mas não diz

Pede bi! Pede bis! Pede bis!



Yo te quiero



IAIÁ BONECA

(Ari Barroso-1940)



Depois da jardineira que chorando sumiu

Num dia do outro carnaval

Depois da tirolesa que cantando fugiu

Deixando todo mundo mal

Chegou a vez de dominar

Imperar como rainha de encantos sem par

Iaiá Boneca a brasileirinha emoção

Dona do meu coração

Ai ai como é bonita

Ai ai como é formosa

Ai ai Iaiá boneca é um botão de rosa

Iaiá me dá uma esmolinha

Dos beijos teus pelo amor de deus

Iaiá me dá uma esmolinha

Dos beijos teus pelo amor de deus



A JARDINEIRA

(Benedito Lacerda-Humberto Porto, 1938)



Ó jardineira porque estás tão triste

Mas o que foi que te aconteceu

Foi a camélia que caiu do galho

Deu dois suspiros e depois morreu



Vem jardineira vem meu amor

Não fiques triste que este mundo é todo seu

Tu és muito mais bonita

Que a camélia que morreu



JOUJOUX E BALAGANDÃS

(Lamartine Babo, 1939)



Joujoux, joujoux? Que é meu balagandã?

Aqui estou eu Aí estás tu

Minha joujoux Meu balagandã

Nós dois Depois

O sol do amor que manhãs

De braços dados Dois namorados

Já sei Joujoux Balagandãs



Seja em Paris Ou nos Brasis

Mesmo distantes Somos constantes

Tudo nos une Que coisa rara

No amor nada nos separa



LINDA LOURINHA

(Braguinha, 1933)



Lourinha, lourinha

Dos olhos claros de cristal

Desta vez em vez da moreninha

Serás a rainha do meu carnaval



Loura boneca

Que vens de outra terra

Que vens da Inglaterra

Ou que vens de Paris

Quero te dar

O meu amor mais quente

Do que o sol ardente

Deste meu país



Linda loirinha

Tens o olhar tão claro

Deste azul tão raro

Como um céu de anil

Mas as tuas faces

Vão ficar morenas

Como as das pequenas

Deste meu Brasil



MADEIRA QUE CUPIM NÃO RÓI

(Capiba -1963)



Madeira do Rosarinho

Vem à cidade sua fama mostrar

E traz com seu pessoal

Seu estandarte tão original

Não vem pra fazer barulho

É só dizer e com satisfação

Queiram ou não queiram os juízes

O nosso bloco é de fato campeão



E se aqui estamos cantando essa canção

Viemos defender a nossa tradição

E dizer bem alto que a injustiça dói

Nós somos madeira de lei que cupim não rói



MAMÃE EU QUERO

(Jararaca-Vicente Paiva, 1936)



Mamãe eu quero, mamãe eu quero

Mamãe eu quero mamar

Dá a chupeta, dá a chupeta

Dá a chupeta pro bebe não chorar



Dorme filhinho do meu coração

Pega a mamadeira e vem entrá pro meu cordão

Eu tenho uma irmã que se chama Ana

De piscar o olho já ficou sem a pestana



Olho as pequenas mas daquele jeito

Tenho muita pena não ser criança de peito

Eu tenho uma irmã que é fenomenal

Ela é da bossa e o marido é um boçal



MARCHA DO REMADOR

(Antônio Almeida - 1969)



Se a canoa não virar olê olê olá

Eu chego lá



Rema rema rema remador

Quero ver depressa o meu amor

Se eu chegar depois do sol raiar

Ela bota outro em meu lugar



MARCHA DO CORDÃO DO BOLA PRETA

(Nelson Barbosa - Vicente Paiva, 1962)



Quem não chora não mama

Segura meu bem a chupeta

Lugar quente é na cama

Ou então no Bola Preta



Vem pro Bola meu bem

Com alegria inferna

Todos são de coração

Todos são de coração

Foliões do carnaval

(Sensacional!)



MÁSCARA NEGRA

(Zé Keti-Pereira Mattos, 1966)



Quanto riso oh quanta alegria

Mais de mil palhaços no salão

Arlequim está chorando

Pelo amor da colombina

No meio da multidão



Foi bom te ver outra vez

Está fazendo um ano

Foi no carnaval que passou

Eu sou aquele pierrô

Que te abraçou e te beijou meu amor

Na mesma máscara negra

Que esconde o teu rosto

Eu quero matar a saudade

Vou beijar-te agora

Não me leve a mal

Hoje é carnaval



ME DÁ UM DINHEIRO AÍ

(Ivan Ferreira-Homero Ferreira-Glauco Ferreira, 1959)



Ei, você aí!

Me dá um dinheiro aí!

Me dá um dinheiro aí!



Não vai dar?

Não vai dar não?

Você vai ver a grande confusão

Que eu vou fazer bebendo até cair

Me dá me dá me dá, ô!

Me dá um dinheiro aí!



A MULATA É A TAL

(Braguinha-Antônio Almeida, 1947)



Branca é branca preta é preta

Mas a mulata é a tal, é a tal!



Quando ela passa todo mundo grita:

"Eu tô aí nessa marmita!"

Quando ela bole com os seus quadris

Eu bato palmas e peço bis



Ai mulata, cor de canela!

Salve salve salve salve salve ela!



MULATA IÊ IÊ IÊ

(João Roberto Kelly, 1964)



Mulata bossa nova

Caiu no hully gully

E só dá ela

Ê ê ê ê ê ê ê ê

Na passarela



A boneca está

Cheia de fiufiu

Esnobando as louras

E as morenas do Brasil



O TEU CABELO NÃO NEGA

(Lamartine Babo-Irmãos Valença, 1931)



O teu cabelo não nega mulata

Porque és mulata na cor

Mas como a cor não pega mulata

Mulata eu quero o teu amor



Tens um sabor bem do Brasil

Tens a alma cor de anil

Mulata mulatinha meu amor

Fui nomeado teu tenente interventor



Quem te inventou meu pancadão

Teve uma consagração

A lua te invejando faz careta

Porque mulata tu não és deste planeta



Quando meu bem vieste à terra

Portugal declarou guerra

A concorrência então foi colossal

Vasco da gama contra o batalhão naval



AS PASTORINHAS

Noel Rosa



A estrela d'alva no céu desponta

E a lua anda tonta com tamanho esplendor

E as pastorinhas pra consolo da lua

Vão cantando na rua lindos versos de amor



Linda pastora morena da cor de madalena

Tu não tens pena de mim

Que vivo tonto com o teu olhar

Linda criança tu não me sais da lembrança

Meu coração não se cansa

De sempre sempre te amar



PÉ DE ANJO

(Sinhô, 1920)



Eu tenho uma tesourinha

Que corta ouro e marfim

Serve também pra cortar

Línguas que falam de mim



O pé de anjo, o pé de anjo

És rezador, és rezador

Tens o pé tão grande

Que és capaz de pisar nosso senhor



A mulher e a galinha

São dois bichos interesseiros

A galinha pelo milho

E a mulher pelo dinheiro





PIERRÔ APAIXONADO

(Noel Rosa-Heitor dos Prazeres, 1935)



Um pierrô apaixonado

Que vivia só cantando

Por causa de uma colombina

Acabou chorando, acabou chorando



A colombina entrou num butiquim

Bebeu, bebeu, saiu assim, assim

Dizendo: pierrô cacete

Vai tomar sorvete com o arlequim



Um grande amor tem sempre um triste fim

Com o pierrô aconteceu assim

Levando esse grande chute

Foi tomar vermute com amendoim



PIRATA DA PERNA DE PAU

(Braguinha, 1946)



Eu sou o pirata da perna de pau

Do olho de vidro da cara de mau



Minha galera

Dos verdes mares não teme o tufão

Minha galera

Só tem garotas na guarnição

Por isso se outro pirata

Tenta a abordagem eu pego o facão

E grito do alto da popa:

Opa! homem não!



QUEM SABE, SABE

(Jota Sandoval-Carvalhinho, 1955)



Quem sabe, sabe

Conhece bem

Como é gostoso

Gostar de alguém



Ai morena deixa eu gostar de você

Boêmio sabe beber

boêmio também tem querer



SABE LÁ O QUE É ISSO

(HINO DOS BATUTAS DE SÃO JOSÉ)



Eu quero entrar na folia meu bem

Você sabe lá o que é isso

Batutas de São José isto é

Parece que tem feitiço

Batutas têm atrações que

Ninguém pode resistir

Num frevo desses que faz

Demais a gente se distinguir



Deixa o frevo rolar

Eu só quero saber

Se você vai ficar

Ai meu bem sem você não há carnaval

Vamos cair no passo e a vida gozar



SACA-ROLHA

(Zé da Zilda-Zilda do Zé-Waldir Machado, 1953)



As águas vão rolar

Garrafa cheia eu não quero ver sobrar

Eu passo mão na saca saca saca rolha

E bebo até me afogar

Deixa as águas rolar



Se a polícia por isso me prender

Mas na última hora me soltar

Eu pego o saca saca saca rolha

Ninguém me agarra ninguém me agarra



SASSARICANDO

(Luiz Antônio, Zé Mário e Oldemar Magalhães, 1951)



Sassassaricando

Todo mundo leva a vida no arame

Sassassaricando

A viúva o brotinho e a madame

O velho na porta da Colombo

É um assombro

Sassaricando



Quem não tem seu sassarico

Sassarica mesmo só

Porque sem sassaricar

Essa vida é um nó



TA-HÍ!

(Joubert de Carvalho, 1930)



Taí eu fiz tudo pra você gostar de mim

Ai meu bem não faz assim comigo não

Você tem você tem que me dar seu coração



Meu amor não posso esquecer

Se dá alegria faz também sofrer

A minha vida foi sempre assim

Só chorando as mágoas que não têm fim



Essa história de gostar de alguém

Já é mania que as pessoas têm

Se me ajudasse Nosso Senhor

Eu não pensaria mais no amor



TOURADAS EM MADRI

(Braguinha-Alberto Ribeiro, 1937)



Eu fui às touradas em Madri

E quase não volto mais aqui

Pra ver Peri beijar Ceci

Eu conheci uma espanhola natural da Catalunha

Queria que eu tocasse castanhola e pegasse touro à unha

Caramba caracoles sou do samba não me amoles

Por Brasil eu vou fugir

Isto é conversa mole para boi dormir



VAI COM JEITO

(Braguinha, 1956)



Vai com jeito vai

Se não um dia a casa cai (menina)



Se alguém te convidar

Pra tomar banho em Paquetá

Pra piquenique na Barra da Tijuca

Ou pra fazer um programa no Joá

Menina...



VÍRGULA

(Alberto Ribeiro-Erastótenes Frazão)



Teu amor é fatal - vírgula

Qual mulher sensacional - ponto e vírgula

Queres dar teu coração - interrogação

Que pecado original - exclamação



Teu amor é fatal - vírgula

Qual mulher sensacional - ponto e vírgula

Queres dar teu coração mas comigo não

Ponto final



Teu amor entre aspas

Já consegui descrever

Reticências reticências

Agora adivinhe o que eu quero dizer



YES, NÓS TEMOS BANANAS

(Braguinha-Alberto Ribeiro, 1937)



Yes, nós temos bananas

Bananas pra dar e vender

Banana menina tem vitamina

Banana engorda e faz crescer



Vai para a França o café, pois é

Para o Japão o algodão, pois não

Pro mundo inteiro, homem ou mulher

Bananas para quem quiser



Mate para o Paraguai

Ouro do bolso da gente não sai

Somos da crise, se ela vier

Bananas para quem quiser