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terça-feira, 18 de maio de 2010

18 de maio, dia da Luta Antimanicomial!

Por Seu Ribeiro

   Loucos pela Vida

Quando uma família nota
Que um filho ou um pai
Não sabe se entra ou sai
Passa a servir de chacota
A infelicidade brota
Neste lar, sem precisão
E um mar de aflição
Sem aviso aparece
Muita gente se esquece
Que o “louco” é um cidadão.
Os entes, desesperados
Sem saber o que fazer
Tentam o “louco” convencer
A se juntar aos drogados
Que já estão internados
Por ter perdido a razão;
O “doido” grita que não
E logo o tempo escurece.
Muita gente se esquece
Que o “louco” é um cidadão.
Já o sistema de saúde
Que é publico não tem
Ambulância para ninguém
E ao pobre não ilude
Mandar tomar atitude
E a família na aflição
Chama logo um camburão
E a policia aparece
Muita gente se esquece
Que o “louco” é um cidadão.
Já depois de ser fixado
E desfeito o engano
Passa ser chamando “insano”
E ao hospital é levado
Lá depois de ser dopado
É devolvido a nação
Como sendo um doidão
Que respeito não merece.
Muita gente se esquece
Que o “louco” é um cidadão.