ZUZU FONTES

PLUS SIZE MODEL

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Como Ajudar um Alcoólatra






     O “Tratamento do Lar” é o nome dado com ironia por estudantes do alcoolismo aos métodos geralmente usados por familiares desesperados. Quase tudo o que a família faz para fazer o alcoólatra parar, só serve como motivo para que siga bebendo. Os conselhos, os apelos e as ameaças são contraproducentes. O Alcoólatra interpreta tudo isso como interferência dos outros num assunto que não compreendem, o que o leva a beber mais ainda.
     Um alerta especial: NUNCA se deve por remédios na comida do alcoólatra sem ele saber e principalmente sem prescrição médica, sobretudo se ele sofre do coração! Alguns remédios ajudam unicamente quando o próprio alcoólatra o toma conscientemente, para fortalecer sua decisão de para de beber.
     Se puder, entre em contato com um dos “Grupos Familiares Al-Anon”. Esses grupos são compostos de esposas, maridos, pais, filhos e amigos de alcoólatras (pessoas com problemas iguais aos seus). Elas se reúnem com duas finalidades: Para trocarem experiências e conhecimentos a respeito do alcoolismo, e recuperarem o equilíbrio emocional e a serenidade (praticando o mesmo programa de Alcoólicos Anônimos). Reconhecem que o alcoólatra torna neuróticas todas as pessoas que convivem com ele durante muitos anos. E pessoas neuróticas, ou mesmo pessoas que sejam apenas nervosas, simplesmente não reúnem as condições mínimas para ajudar um doente alcoólatra. O alcoolismo pode ser considerado uma doença da família toda. São todos afetados, e se não se recuperarem todos, e possível que não se recupere o alcoólatra.
     A experiências dos “Grupos Familiares Al-Anon” sugerem o seguinte: Jamais se deve tratar mal um alcoólatra. É preciso reconhecer que é uma pessoa doente, e que seu comportamento por irracional que seja, é parte da doença. Por outro lado, devem permitir que ele se trate mal.Assim, não devem tirá-lo dos seus apertos. Não devem, por exemplo, cobrir seus cheques sem fundo. Sua esposa não deve telefonar ao seu chefe para dizer que o marido “está gripado” quando na realidade está bêbado ou de ressaca. Não deve nem evitar que ele perca seu emprego por causa de suas bebedeiras. Não deve evitar que seja preso. Deve começar imediatamente a aprender a viver sem os ganhos dele, porque amanhã, fatalmente, ele não estará ganhando mais. E não deve permitir que ele viva à custa dos outros. Se não seguirem estas sugestões, estarão adiando o dia em que ele procurará solucionar seu caso. Tudo isto porque ele só vai querer para de beber (e sua recuperação depende desse desejo) quando ele sentir na alma as conseqüências de suas bebedeiras.
 
     Tão logo note os sinais do alcoolismo (ausências frequentes nas segundas feiras; o nervosismo e a irritabilidade; o cheiro de álcool quando estiver por perto; as “fugidinhas” do escritório “para sair e comprar cigarros” a toda hora, etc.), tome logo alguma medida. Trate-o como trataria qualquer outro empregado doente, julgando-o pelo seu trabalho, e não pelo aspecto moral do problema. Conte-lhe o que aprendeu a respeito da doença, imprima e entregue-lhe uma cópia deste texto [você pode baixar o texto no formato doc (MsWord a partir da versão 6) clicando AQUI] ou entregue-lhe um exemplar do folheto “as 12 perguntas” que podem ser conseguidos em qualquer grupo de Alcoólicos Anônimos. Mande-o fazer um exame médico e encaminhe-o a um grupo de Alcoólicos Anônimos. Se notar que ele está se esforçando sinceramente para deixar a bebida (nem que recaia nela uma ou duas vezes) siga incentivado. Porem, se ele se mostrar desinteressado em procurar ajuda dos outros, e se seguir, por conseqüência negando suas responsabilidades no emprego tome as medidas disciplinares previstas nos regulamentos da empresa. A crise que passará poderá salvar sua vida.
     Aceite os fatos de sua condição. Não há desonra em ser portador de uma doença. Não siga tentando resolver seu problema sozinho, pois não conseguirá. Sua recuperação depende primeiramente de admitir que o problema existe e de procurar a ajuda certa.
  • Se tiver condição ou se seu alcoolismo estiver em um estado muito avançado, procure um médico e exponha claramente seu problema.
  • De qualquer forma, procure um dos milhares de grupos de Alcoólicos Anônimos existentes no Brasil, pois eles já passaram pelo mesmo problema e o conseguiram superar.