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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Viciado em drogas tirado da rua terá padrinho



Prefeitura vai criar centrais de triagem

Viciados em drogas que forem retirados das ruas compulsoriamente serão acompanhados por "padrinhos" assim que chegarem às centrais de triagem que a Prefeitura de São Paulo vai criar.
Os estudos para implantar o processo já estão bem avançados, mas ainda não há data para implantação.
O que a gestão Gilberto Kassab (PSD) pretende é "dar mais liberdade" às equipes de assistência social para atuar com viciados em drogas. O principal alvo é a cracolândia, na região central de SP.
Se uma pessoa aparentar não estar em condições de permanecer nas ruas -ou estiver causando problemas para moradores ou pedestres, por exemplo-, será convidada a ir para essas centrais.
Se não aceitar, poderá ser levada à força. A GCM (Guarda Civil Metropolitana) dará apoio às operações.
A dificuldade é estabelecer regras claras sobre quem pode ser abordado.
Nas centrais, essas pessoas serão examinadas por médicos para definir se é caso de internação ou de outro tipo de tratamento.
Ao darem entrada na central, um "gerente de caso", ou "padrinho", será indicado. Dali para a frente, o padrinho acompanhará o paciente até sua completa recuperação e reintegração social.
A ideia é que o padrinho fique responsável, por exemplo, por buscar vagas nas unidades de saúde e cuidar das burocracias para a obtenção dos benefícios sociais.
O governo estuda chamar para esse trabalho ONGs que já atuam com dependentes químicos e moradores de rua.
A retirada compulsória das ruas é questionada por entidades, Promotoria e Defensoria Pública, que acusam a prefeitura de tentar fazer uma "higienização" da cidade.
A prefeitura argumenta que esse trabalho já é feito por equipes de saúde. Caso o paciente não aceite ser internado, o procedimento depende de laudo médico -e o Ministério Público é comunicado- ou de determinação judicial.

EVANDRO SPINELLI SÃO PAULO